O que é: Viagem de Jonas a Nínive e sua relutância?

O que é: Viagem de Jonas a Nínive e sua relutância?

A história da viagem de Jonas a Nínive é um relato bíblico que narra a jornada de um profeta relutante enviado por Deus para pregar a mensagem de arrependimento aos habitantes da cidade de Nínive. Jonas, um profeta hebreu, recebeu a ordem divina de ir à cidade e advertir o povo sobre a destruição iminente que viria sobre eles caso não se arrependessem de seus pecados.

A relutância de Jonas

Jonas, inicialmente, não estava disposto a cumprir a missão que Deus lhe havia confiado. Ele tinha suas próprias razões para não querer ir a Nínive. A cidade era conhecida por sua maldade e opressão, e Jonas temia que, se os ninivitas se arrependessem, Deus pudesse perdoá-los e não executar o juízo prometido. Além disso, Jonas também tinha receio de ser ridicularizado ou até mesmo morto pelos habitantes da cidade.

Diante de sua relutância, Jonas decidiu fugir da presença de Deus e embarcou em um navio com destino a Társis, uma cidade distante. No entanto, durante a viagem, Deus enviou uma grande tempestade que ameaçava afundar o navio. Os marinheiros, desesperados, clamaram a seus deuses em busca de ajuda, enquanto Jonas dormia tranquilamente no porão.

A tempestade e o arrependimento de Jonas

A tempestade se intensificou e os marinheiros perceberam que havia algo de errado com Jonas. Ao acordá-lo, Jonas confessou que era o responsável pela tempestade e sugeriu que fosse lançado ao mar para acalmar a fúria divina. Relutantes em fazer isso, os marinheiros tentaram remar contra a tempestade, mas a situação só piorava.

Finalmente, reconhecendo a gravidade da situação, os marinheiros lançaram Jonas ao mar, e imediatamente a tempestade cessou. Deus enviou um grande peixe para engolir Jonas, onde ele permaneceu por três dias e três noites. Durante esse tempo, Jonas orou e se arrependeu de sua desobediência, prometendo cumprir a missão que lhe havia sido dada.

A viagem de Jonas a Nínive

Após ser vomitado pelo peixe em terra firme, Jonas decidiu obedecer a Deus e ir a Nínive. A cidade era tão grande que era necessário três dias para atravessá-la. Jonas entrou na cidade e começou a pregar a mensagem de arrependimento, anunciando que em quarenta dias Nínive seria destruída.

Surpreendentemente, os ninivitas acreditaram na mensagem de Jonas e se arrependeram de seus pecados. Desde o rei até o menor dos habitantes, todos jejuaram e vestiram-se de pano de saco como sinal de arrependimento. Eles clamaram a Deus e abandonaram seus maus caminhos, na esperança de que Ele se compadecesse e poupasse a cidade.

O arrependimento e a misericórdia de Deus

Deus viu o arrependimento sincero dos ninivitas e decidiu não destruir a cidade. Ele poupou Nínive da destruição que havia prometido e mostrou sua misericórdia para com aqueles que se voltaram para Ele. Essa demonstração de misericórdia divina foi motivo de descontentamento para Jonas, que esperava que a cidade fosse destruída.

Jonas ficou desapontado com a atitude de Deus e chegou a desejar a própria morte. Ele construiu uma cabana e sentou-se à sombra, esperando para ver o que aconteceria com a cidade. Deus, porém, fez crescer uma planta para dar sombra a Jonas e aliviar seu desconforto. Mas, no dia seguinte, Deus enviou um verme para destruir a planta, deixando Jonas novamente exposto ao sol escaldante.

A lição de Jonas

Deus então questionou Jonas sobre sua raiva pela perda da planta. Jonas respondeu que estava com raiva a ponto de desejar a morte. Deus, então, ensinou uma lição a Jonas, mostrando-lhe que ele se preocupava mais com a planta do que com as vidas das pessoas em Nínive. Deus explicou que Ele tinha compaixão por todas as pessoas, inclusive pelos ninivitas, e que Jonas deveria ter a mesma compaixão.

Essa história da viagem de Jonas a Nínive e sua relutância nos ensina sobre a importância do arrependimento e da misericórdia divina. Ela nos mostra que Deus está disposto a perdoar e a mostrar misericórdia a todos que se arrependem de seus pecados, independentemente de sua origem ou passado. Além disso, nos lembra da necessidade de termos compaixão e amor pelo próximo, assim como Deus tem por nós.