O que é: Valor do dízimo no Antigo Testamento?

O que é o valor do dízimo no Antigo Testamento?

No Antigo Testamento da Bíblia, o dízimo era uma prática comum entre o povo de Deus. Era uma forma de contribuição financeira que consistia em dar a décima parte dos rendimentos e produtos agrícolas para o sustento do sacerdócio e do templo. O dízimo era considerado uma obrigação religiosa e uma forma de demonstrar gratidão a Deus por suas bênçãos.

A origem do dízimo no Antigo Testamento

A prática do dízimo tem suas raízes na história de Abraão, o pai da fé. No livro de Gênesis, encontramos o relato de como Abraão deu o dízimo a Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo. Essa oferta foi uma forma de reconhecimento da bênção de Deus sobre a vida de Abraão e também uma forma de honrar a Deus como o provedor de todas as coisas.

O propósito do dízimo no Antigo Testamento

O dízimo tinha um propósito específico no Antigo Testamento. Além de sustentar o sacerdócio e o templo, o dízimo também era utilizado para ajudar os pobres, os órfãos e as viúvas. Era uma forma de cuidar dos mais necessitados e garantir que todos tivessem o suficiente para viver dignamente.

As leis do dízimo no Antigo Testamento

No livro de Levítico, encontramos as leis que regulamentavam o dízimo no Antigo Testamento. Segundo essas leis, o dízimo deveria ser dado anualmente e consistia na décima parte dos produtos agrícolas, dos rebanhos e de tudo o que a terra produzisse. Além disso, havia a opção de trocar o dízimo por dinheiro, caso a pessoa morasse longe do templo e não pudesse levar os produtos até lá.

A importância do dízimo no Antigo Testamento

O dízimo era uma prática importante no Antigo Testamento, pois representava a fidelidade do povo de Deus em cumprir suas obrigações religiosas e demonstrar sua gratidão a Ele. Além disso, o dízimo era uma forma de sustentar o sacerdócio e o templo, garantindo que o culto a Deus pudesse ser realizado de forma adequada.

O dízimo como uma forma de adoração

No Antigo Testamento, o dízimo era considerado uma forma de adoração a Deus. Ao dar o dízimo, as pessoas reconheciam que tudo o que possuíam vinha de Deus e que Ele era o dono de tudo. Era uma forma de colocar Deus em primeiro lugar em suas vidas e demonstrar sua confiança e dependência Dele.

A relação entre o dízimo e as bênçãos de Deus

No Antigo Testamento, havia uma relação direta entre o dízimo e as bênçãos de Deus. Em Malaquias 3:10, Deus diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança”. Essa passagem mostra que ao dar o dízimo, as pessoas estavam confiando em Deus como seu provedor e Ele prometia abençoá-las abundantemente.

A crítica ao dízimo no Antigo Testamento

Apesar da importância do dízimo no Antigo Testamento, também encontramos críticas a essa prática. Em Isaías 1:11-17, Deus repreende o povo de Israel por oferecer sacrifícios e dízimos, mas ao mesmo tempo serem injustos e oprimirem os necessitados. Deus enfatiza que o verdadeiro culto a Ele envolve justiça e misericórdia, e não apenas rituais religiosos.

A relação entre o dízimo e a fé no Antigo Testamento

No Antigo Testamento, o dízimo era uma expressão de fé e confiança em Deus. Ao dar o dízimo, as pessoas estavam demonstrando que acreditavam que Deus era o provedor de todas as coisas e que Ele cuidaria de suas necessidades. Era uma forma de colocar a fé em prática e viver de acordo com os princípios de Deus.

A continuidade do princípio do dízimo no Novo Testamento

No Novo Testamento, embora não haja uma obrigatoriedade de dar o dízimo, o princípio de contribuir financeiramente para a obra de Deus continua. Em 2 Coríntios 9:7, Paulo escreve: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria”. Essa passagem mostra que a contribuição deve ser voluntária e feita com alegria, como uma expressão de amor e gratidão a Deus.

A importância de compreender o valor do dízimo no Antigo Testamento

Compreender o valor do dízimo no Antigo Testamento nos ajuda a entender a importância de honrar a Deus com nossos recursos financeiros. Embora as leis do dízimo não sejam aplicáveis aos cristãos hoje, o princípio de contribuir para a obra de Deus continua válido. Ao dar de forma generosa e alegre, estamos demonstrando nossa fé e gratidão a Deus, além de contribuir para o avanço do Reino de Deus.

Conclusão

Em resumo, o dízimo no Antigo Testamento era uma prática comum entre o povo de Deus, que consistia em dar a décima parte dos rendimentos e produtos agrícolas para o sustento do sacerdócio e do templo. Era uma forma de demonstrar gratidão a Deus e cuidar dos mais necessitados. Embora as leis do dízimo não sejam aplicáveis aos cristãos hoje, o princípio de contribuir financeiramente para a obra de Deus continua válido, como uma expressão de fé, amor e gratidão a Ele.