O que é: Questão do “Retorne a César” ensinada por Jesus?

O que é: Questão do “Retorne a César” ensinada por Jesus?

A questão do “Retorne a César” é um ensinamento proferido por Jesus Cristo durante seu ministério terreno, registrado nos evangelhos sinóticos da Bíblia. Essa questão é uma resposta dada por Jesus a uma armadilha preparada pelos fariseus e herodianos, que buscavam uma forma de acusá-lo perante as autoridades romanas. Nesse contexto, Jesus apresenta uma resposta sábia e profunda, que traz importantes lições sobre a relação entre a esfera religiosa e a esfera política.

O contexto histórico e religioso

Para compreendermos melhor a questão do “Retorne a César”, é necessário entender o contexto histórico e religioso em que Jesus vivia. Na época, a Palestina estava sob o domínio do Império Romano, que exercia controle político e econômico sobre a região. Os judeus, por sua vez, mantinham uma forte identidade religiosa e esperavam a vinda de um Messias que os libertasse do jugo romano.

A armadilha preparada pelos fariseus e herodianos

Os fariseus e herodianos eram grupos religiosos e políticos que tinham interesses distintos, mas que se uniram para tentar pegar Jesus em uma armadilha. Eles perguntaram a Jesus se era lícito pagar impostos a César, o imperador romano. Essa pergunta era uma verdadeira armadilha, pois, se Jesus respondesse que era lícito, seria acusado de traidor do povo judeu. Por outro lado, se respondesse que não era lícito, seria acusado de rebelião contra as autoridades romanas.

A resposta de Jesus

Diante dessa armadilha, Jesus pediu que lhe mostrassem uma moeda, e perguntou de quem era a imagem e a inscrição na moeda. Eles responderam que era de César, ao que Jesus disse: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Com essa resposta, Jesus demonstrou sabedoria e discernimento, separando claramente as esferas política e religiosa.

Lições sobre a relação entre a esfera religiosa e a esfera política

A resposta de Jesus na questão do “Retorne a César” traz importantes lições sobre a relação entre a esfera religiosa e a esfera política. Primeiramente, Jesus reconhece a autoridade de César como governante político, ao afirmar que devemos dar a ele o que lhe pertence. Isso mostra que, como cidadãos, temos responsabilidades para com as autoridades e instituições políticas.

A importância da separação entre política e religião

Além disso, a resposta de Jesus também destaca a importância da separação entre política e religião. Ao afirmar que devemos dar a Deus o que é de Deus, Jesus indica que a esfera religiosa possui uma autonomia própria, que não deve ser confundida com a esfera política. Isso significa que a religião não deve ser instrumentalizada para fins políticos, nem a política deve interferir na liberdade religiosa.

O papel do cristão na sociedade

A questão do “Retorne a César” também nos leva a refletir sobre o papel do cristão na sociedade. Jesus nos ensina que devemos cumprir nossas obrigações cívicas e respeitar as autoridades constituídas, mas sem jamais deixar de dar a Deus o que lhe pertence. Isso implica em vivermos de acordo com os princípios e valores do Reino de Deus, mesmo em meio a uma realidade política e social desafiadora.

A busca pelo equilíbrio entre fé e política

Por fim, a questão do “Retorne a César” nos desafia a buscar o equilíbrio entre fé e política. Embora sejam esferas distintas, a fé cristã não pode ser dissociada da realidade política em que vivemos. Devemos ser sal e luz na sociedade, buscando transformação e justiça, sem perder de vista os valores do Evangelho.

Conclusão

Em suma, a questão do “Retorne a César” ensinada por Jesus é um importante ensinamento que nos convida a refletir sobre a relação entre a esfera religiosa e a esfera política. Jesus nos ensina a reconhecer a autoridade política, a separar a religião da política, a cumprir nossas obrigações cívicas e a buscar o equilíbrio entre fé e política. Essas lições são relevantes não apenas para os cristãos, mas para todos que desejam viver em uma sociedade justa e equilibrada.