O que é: Plenitude dos tempos mencionada por Paulo?

O que é: Plenitude dos tempos mencionada por Paulo?

A expressão “plenitude dos tempos” é mencionada pelo apóstolo Paulo em sua carta aos Gálatas, no Novo Testamento da Bíblia. Essa expressão tem sido objeto de estudo e interpretação por teólogos e estudiosos da Bíblia ao longo dos séculos, e seu significado é bastante profundo e complexo. Neste glossário, exploraremos o significado dessa expressão e suas implicações teológicas e históricas.

O contexto histórico e teológico da expressão

Para entender o significado da expressão “plenitude dos tempos”, é necessário compreender o contexto histórico e teológico em que ela foi mencionada por Paulo. Na época em que Paulo escreveu sua carta aos Gálatas, o mundo estava sob o domínio do Império Romano, e o povo judeu vivia sob a lei mosaica. Paulo, que era um judeu convertido ao cristianismo, estava escrevendo para uma comunidade de cristãos gentios na região da Galácia.

A vinda de Jesus Cristo

Paulo utiliza a expressão “plenitude dos tempos” para se referir ao momento em que Jesus Cristo veio ao mundo. Segundo a teologia cristã, Jesus é o Messias prometido no Antigo Testamento, e sua vinda marca o cumprimento das promessas feitas por Deus ao povo de Israel. A vinda de Jesus representa a plenitude do plano de Deus para a salvação da humanidade.

A redenção da humanidade

Com a vinda de Jesus, a humanidade alcança a redenção e a reconciliação com Deus. Através de sua morte e ressurreição, Jesus oferece a oportunidade de perdão e salvação a todos os que creem nele. A plenitude dos tempos, portanto, marca o momento em que a salvação se torna acessível a todos os povos, independentemente de sua origem étnica ou religiosa.

O fim da lei mosaica

Outro aspecto importante da expressão “plenitude dos tempos” é o fim da lei mosaica. Antes da vinda de Jesus, o povo judeu vivia sob a lei de Moisés, que estabelecia uma série de regras e rituais para a adoração a Deus. Com a vinda de Jesus, a lei mosaica é cumprida e substituída pela lei do amor e da graça. A plenitude dos tempos marca o fim da era da lei e o início da era da graça.

A universalidade da salvação

Um dos aspectos mais significativos da expressão “plenitude dos tempos” é a universalidade da salvação oferecida por Jesus. Antes de sua vinda, a salvação era vista como algo reservado apenas ao povo judeu. Com a plenitude dos tempos, no entanto, a salvação se torna acessível a todas as pessoas, independentemente de sua origem étnica ou religiosa. Isso representa um novo paradigma na relação entre Deus e a humanidade.

O cumprimento das profecias

A expressão “plenitude dos tempos” também está relacionada ao cumprimento das profecias do Antigo Testamento. Ao longo dos séculos, os profetas anunciaram a vinda do Messias e a redenção da humanidade. Com a vinda de Jesus, essas profecias são cumpridas, e a plenitude dos tempos marca o momento em que a história atinge seu ápice e seu propósito final.

A esperança da segunda vinda de Jesus

Além de se referir à primeira vinda de Jesus, a expressão “plenitude dos tempos” também pode ser interpretada como uma referência à esperança da segunda vinda de Jesus. Segundo a teologia cristã, Jesus voltará ao mundo em um momento futuro para julgar os vivos e os mortos e estabelecer o Reino de Deus de forma plena. A plenitude dos tempos, nesse sentido, marca o início de uma nova era de justiça e paz.

As implicações teológicas e práticas

A expressão “plenitude dos tempos” tem implicações teológicas e práticas para os cristãos. Ela nos lembra que a salvação é um presente de Deus, oferecido gratuitamente a todos os que creem em Jesus. Ela nos convida a viver em gratidão e obediência a Deus, buscando viver de acordo com os princípios do Reino de Deus. Além disso, ela nos dá esperança e consolo diante das dificuldades e desafios da vida, lembrando-nos que Deus está no controle da história e que um dia todas as coisas serão restauradas.

Conclusão

Em resumo, a expressão “plenitude dos tempos” mencionada por Paulo tem um significado profundo e complexo. Ela se refere ao momento em que Jesus Cristo veio ao mundo, trazendo a redenção e a reconciliação com Deus. Ela marca o fim da lei mosaica e o início da era da graça. Ela representa a universalidade da salvação e o cumprimento das profecias do Antigo Testamento. Além disso, ela nos lembra da esperança da segunda vinda de Jesus e das implicações teológicas e práticas dessa realidade.