O que é : Heresias condenadas no Concílio de Jerusalém?

O que é: Heresias condenadas no Concílio de Jerusalém?

No início do cristianismo, a Igreja enfrentou diversos desafios teológicos e doutrinários que ameaçavam a unidade e a ortodoxia da fé. Um dos momentos cruciais para a definição da doutrina cristã ocorreu no Concílio de Jerusalém, no ano 49 d.C. Nesse concílio, os apóstolos e líderes da Igreja primitiva se reuniram para discutir e tomar decisões sobre questões teológicas e práticas que estavam gerando controvérsias entre os cristãos. Entre essas questões, estavam as heresias que foram condenadas e consideradas contrárias à fé cristã. Neste glossário, exploraremos algumas dessas heresias e entenderemos por que foram consideradas errôneas e perigosas para a fé cristã.

Heresia da Circuncisão:

A heresia da circuncisão foi uma das primeiras questões abordadas no Concílio de Jerusalém. Alguns cristãos judeus acreditavam que a circuncisão, um rito judaico, era necessário para a salvação e que os gentios convertidos ao cristianismo também deveriam se submeter a esse rito. No entanto, os apóstolos, liderados por Pedro e Tiago, concluíram que a circuncisão não era necessária para a salvação e que a fé em Jesus Cristo era suficiente. Essa heresia foi condenada por negar a suficiência da obra redentora de Cristo e por impor um fardo desnecessário aos gentios convertidos.

Heresia do Legalismo:

O legalismo era uma heresia que enfatizava a observância rigorosa da lei judaica como requisito para a salvação. Alguns cristãos judeus acreditavam que a fé em Jesus Cristo não era suficiente e que era necessário cumprir todas as prescrições da lei mosaica para alcançar a salvação. No Concílio de Jerusalém, os apóstolos rejeitaram essa heresia, afirmando que a salvação é pela graça, mediante a fé em Jesus Cristo, e não pelas obras da lei. Essa heresia foi condenada por negar a centralidade de Cristo na obra da salvação e por colocar um fardo pesado sobre os ombros dos crentes.

Heresia do Gnosticismo:

O gnosticismo era uma corrente filosófica e religiosa que misturava elementos do cristianismo com conceitos gnósticos e platônicos. Os gnósticos acreditavam que a salvação era alcançada através do conhecimento secreto (gnosis) e que o mundo material era intrinsecamente mau. No Concílio de Jerusalém, os apóstolos rejeitaram essa heresia, afirmando que a salvação é pela fé em Jesus Cristo e que o mundo criado por Deus é bom. Essa heresia foi condenada por distorcer a mensagem do evangelho e por negar a encarnação de Cristo.

Heresia do Docetismo:

O docetismo era uma heresia que negava a humanidade real de Jesus Cristo. Os docetas acreditavam que Jesus apenas aparentava ser humano, mas que na realidade era apenas divino. No Concílio de Jerusalém, os apóstolos rejeitaram essa heresia, afirmando que Jesus era verdadeiramente humano e divino ao mesmo tempo. Essa heresia foi condenada por negar a encarnação de Cristo e por minar a importância da redenção através da morte e ressurreição de Jesus.

Heresia do Marcionismo:

O marcionismo era uma heresia que rejeitava o Antigo Testamento e ensinava que o Deus do Antigo Testamento era um Deus vingativo e cruel, enquanto o Deus do Novo Testamento era um Deus de amor e misericórdia. Marcion, o fundador dessa heresia, propôs um cânon bíblico reduzido, que excluía os livros do Antigo Testamento. No Concílio de Jerusalém, os apóstolos rejeitaram essa heresia, afirmando a continuidade e a autoridade do Antigo Testamento como parte da revelação de Deus. Essa heresia foi condenada por distorcer a mensagem bíblica e por negar a unidade das Escrituras.

Heresia do Arianismo:

O arianismo era uma heresia que negava a divindade plena de Jesus Cristo. Arius, o fundador dessa heresia, ensinava que Jesus era uma criação de Deus, inferior e subordinado a Ele. No Concílio de Jerusalém, os apóstolos rejeitaram essa heresia, afirmando que Jesus é verdadeiramente Deus, da mesma substância do Pai. Essa heresia foi condenada por negar a divindade de Cristo e por minar a obra da salvação realizada por Ele.

Heresia do Modalismo:

O modalismo era uma heresia que negava a distinção entre as três pessoas da Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Os modalistas acreditavam que Deus se manifestava de diferentes formas, mas que essas formas não eram distintas entre si. No Concílio de Jerusalém, os apóstolos rejeitaram essa heresia, afirmando que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são distintos, mas ao mesmo tempo são um só Deus. Essa heresia foi condenada por negar a natureza trinitária de Deus e por distorcer a compreensão da relação entre as pessoas da Trindade.

Heresia do Monofisismo:

O monofisismo era uma heresia que negava a existência de duas naturezas em Jesus Cristo (divina e humana) e ensinava que Ele possuía apenas uma natureza divina. No Concílio de Jerusalém, os apóstolos rejeitaram essa heresia, afirmando que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, sem confusão ou mistura das duas naturezas. Essa heresia foi condenada por negar a encarnação de Cristo e por minar a obra da salvação realizada por Ele.

Heresia do Pelagianismo:

O pelagianismo era uma heresia que negava a doutrina do pecado original e ensinava que o ser humano é capaz de alcançar a salvação por meio de suas próprias obras e esforços. Pelágio, o fundador dessa heresia, acreditava na capacidade humana de viver uma vida moralmente perfeita e de se salvar sem a necessidade da graça divina. No Concílio de Jerusalém, os apóstolos rejeitaram essa heresia, afirmando que a salvação é pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo, e não pelas obras humanas. Essa heresia foi condenada por negar a necessidade da graça divina na obra da salvação e por exaltar a capacidade humana acima da soberania de Deus.

Heresia do Nestorianismo:

O nestorianismo era uma heresia que ensinava que Jesus Cristo era duas pessoas distintas (uma humana e outra divina) em uma única pessoa. Nestório, o fundador dessa heresia, acreditava que Maria era mãe apenas da parte humana de Jesus e que a união entre a divindade e a humanidade de Cristo era apenas moral e não substancial. No Concílio de Jerusalém, os apóstolos rejeitaram essa heresia, afirmando que Jesus é uma única pessoa com duas naturezas inseparáveis. Essa heresia foi condenada por negar a unidade de Cristo e por minar a obra da salvação realizada por Ele.

Heresia do Montanismo:

O montanismo era uma heresia que enfatizava a profecia e a revelação contínua como fontes de autoridade na igreja. Montano, o fundador dessa heresia, acreditava que ele próprio era o porta-voz do Espírito Santo e que suas profecias eram superiores às Escrituras. No Concílio de Jerusalém, os apóstolos rejeitaram essa heresia, afirmando que a revelação divina está completa nas Escrituras e que a autoridade máxima na igreja é a Palavra de Deus. Essa heresia foi condenada por exaltar a autoridade humana acima da autoridade divina e por distorcer a compreensão da revelação divina.

Heresia do Modalismo:

O modalismo era uma heresia que negava a distinção entre as três pessoas da Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Os modalistas acreditavam que Deus se manifestava de diferentes formas, mas que essas formas não eram distintas entre si. No Concílio de Jerusalém, os apóstolos rejeitaram essa heresia, afirmando que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são distintos, mas ao mesmo tempo são um só Deus. Essa heresia foi condenada por negar a natureza trinitária de Deus e por distorcer a compreensão da relação entre as pessoas da Trindade.

Heresia do Monofisismo:

O monofisismo era uma heresia que negava a existência de duas naturezas em Jesus Cristo (divina e humana) e ensinava que Ele possuía apenas uma natureza divina. No Concílio de Jerusalém, os apóstolos rejeitaram essa heresia, afirmando que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, sem confusão ou mistura das duas naturezas. Essa heresia foi condenada por negar a encarnação de Cristo e por minar a obra da salvação realizada por Ele.

Heresia do Pelagianismo:

O pelagianismo era uma heresia que negava a doutrina do pecado original e ensinava que o ser humano é capaz de alcançar a salvação por meio de suas próprias obras e esforços. Pelágio, o fundador dessa heresia, acreditava na capacidade humana de viver uma vida moralmente perfeita e de se salvar sem a necessidade da graça divina. No Concílio de Jerusalém, os apóstolos rejeitaram essa heresia, afirmando que a salvação é pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo, e não pelas obras humanas. Essa heresia foi condenada por negar a necessidade da graça divina na obra da salvação e por exaltar a capacidade humana acima da soberania de Deus.

Heresia do Nestorianismo:

O nestorianismo era uma heresia que ensinava que Jesus Cristo era duas pessoas distintas (uma humana e outra divina) em uma única pessoa. Nestório, o fundador dessa heresia, acreditava que Maria era mãe apenas da parte humana de Jesus e que a união entre a divindade e a humanidade de Cristo era apenas moral e não substancial. No Concílio de Jerusalém, os apóstolos rejeitaram essa heresia, afirmando que Jesus é uma única pessoa com duas naturezas inseparáveis. Essa heresia foi condenada por negar a unidade de Cristo e por minar a obra da salvação realizada por Ele.