O que é : Hábitos de oração no judaísmo antigo?

O que são hábitos de oração no judaísmo antigo?

No judaísmo antigo, os hábitos de oração desempenhavam um papel fundamental na vida religiosa dos judeus. A oração era vista como uma forma de se conectar com Deus, de expressar gratidão, buscar orientação e pedir perdão. Os judeus antigos tinham uma série de práticas e rituais relacionados à oração, que eram realizados em diferentes momentos do dia e em diferentes ocasiões. Neste glossário, exploraremos alguns dos principais hábitos de oração no judaísmo antigo, suas origens e significados.

Shacharit

Shacharit é a oração matinal realizada pelos judeus antigos. Ela era realizada diariamente, antes do amanhecer, como uma forma de começar o dia com uma conexão espiritual. A palavra “shacharit” significa “amanhecer” em hebraico, e essa oração era vista como uma forma de agradecer a Deus por mais um dia de vida. Durante a shacharit, os judeus antigos recitavam uma série de bênçãos e salmos, além de fazerem suas próprias preces pessoais.

Minchá

A minchá era a oração da tarde no judaísmo antigo. Ela era realizada no meio da tarde, geralmente por volta das 15h, como uma forma de pausa durante o dia de trabalho. Durante a minchá, os judeus antigos recitavam salmos e faziam suas preces pessoais, buscando orientação e força para continuar o dia. Essa oração também era vista como uma forma de agradecer a Deus pelas bênçãos recebidas até aquele momento.

Maariv

A maariv era a oração noturna no judaísmo antigo. Ela era realizada após o pôr do sol, como uma forma de encerrar o dia com uma conexão espiritual. Durante a maariv, os judeus antigos recitavam salmos, faziam suas preces pessoais e também recitavam o Shemá, uma declaração de fé no Deus único. Essa oração noturna era vista como uma forma de agradecer a Deus pelo dia que havia passado e de pedir proteção durante a noite.

Mussaf

O mussaf era uma oração adicional realizada nos dias de Shabat e nas festividades judaicas. Ela era realizada após a oração da manhã, a shacharit, e consistia em uma série de bênçãos e preces especiais para cada ocasião. Durante o mussaf, os judeus antigos expressavam sua gratidão a Deus pelas bênçãos específicas daquele dia ou festividade, além de fazerem pedidos especiais relacionados à ocasião.

Tefilat Haderech

A tefilat haderech era uma oração especial realizada antes de uma viagem. Ela era recitada pelos judeus antigos como uma forma de pedir proteção e orientação durante a jornada. Durante a tefilat haderech, os judeus antigos pediam a Deus que os guiasse em segurança, protegesse-os de perigos e os conduzisse de volta em paz. Essa oração era vista como uma forma de reconhecer a dependência de Deus durante as viagens e de buscar sua proteção constante.

Havdalá

A havdalá era uma oração realizada no final do Shabat, marcando a transição entre o dia sagrado e a semana comum. Ela era realizada no sábado à noite, após o pôr do sol, e consistia em uma série de bênçãos especiais. Durante a havdalá, os judeus antigos agradeciam a Deus pelo Shabat que havia passado e pediam sua bênção para a semana que estava por vir. Essa oração era vista como uma forma de encerrar o Shabat com gratidão e começar a semana com uma conexão espiritual renovada.

Sidur

O sidur era um livro de orações utilizado pelos judeus antigos. Ele continha uma coleção de preces, bênçãos e salmos, organizados de acordo com os diferentes momentos do dia e as diferentes ocasiões. O sidur era usado como um guia para a oração, ajudando os judeus antigos a se concentrarem e a se conectarem com Deus de forma mais profunda. Ele também servia como uma forma de preservar as tradições e ensinamentos religiosos ao longo das gerações.

Kavanah

A kavanah era a intenção ou concentração mental durante a oração. Ela era considerada essencial pelos judeus antigos, pois acreditava-se que a oração só era eficaz quando realizada com a devida kavanah. Durante a oração, os judeus antigos buscavam se concentrar em suas palavras e intenções, direcionando sua mente e coração para Deus. A kavanah era vista como uma forma de se conectar verdadeiramente com o divino e de tornar a oração mais significativa e poderosa.

Minyan

O minyan era um grupo de pelo menos dez judeus adultos necessários para realizar certas orações e rituais. No judaísmo antigo, a oração em comunidade era valorizada e considerada mais poderosa do que a oração individual. O minyan era formado por homens adultos, pois tradicionalmente apenas eles eram obrigados a participar das orações diárias. A presença do minyan era vista como uma forma de fortalecer a conexão com Deus e de criar uma atmosfera espiritual mais intensa.

Tzedaká

A tzedaká era uma prática de caridade e justiça social realizada pelos judeus antigos como parte de sua vida religiosa. Ela envolvia a doação de dinheiro, alimentos ou outros recursos para ajudar os menos afortunados. A tzedaká era vista como uma forma de expressar gratidão a Deus pelas bênçãos recebidas e de cumprir o mandamento de ajudar os necessitados. Essa prática também era considerada uma forma de oração, pois acreditava-se que o ato de dar aos outros era uma forma de se conectar com o divino.

Jejum

O jejum era uma prática religiosa realizada pelos judeus antigos como uma forma de se aproximar de Deus e buscar sua orientação. O jejum envolvia a abstinência de comida e bebida por um período determinado, geralmente durante o dia todo. Durante o jejum, os judeus antigos se dedicavam à oração, à reflexão e à busca de perdão por seus pecados. Essa prática era vista como uma forma de purificação espiritual e de demonstração de devoção a Deus.

Mikvá

O mikvá era um banho ritual realizado pelos judeus antigos como uma forma de purificação espiritual. Ele era realizado em uma piscina especial, contendo água natural, como um rio ou um poço. O mikvá era utilizado em diferentes ocasiões, como antes do Shabat, antes de festividades ou após o período menstrual das mulheres. Durante o banho no mikvá, os judeus antigos recitavam preces especiais, buscando purificar-se e renovar sua conexão com Deus.

Conclusion