O que é : Filho de Deus e sua menção no Antigo Testamento?

O que é Filho de Deus?

Na teologia cristã, a expressão “Filho de Deus” é frequentemente utilizada para se referir a Jesus Cristo, o segundo membro da Santíssima Trindade. Essa designação é fundamental para compreender a natureza divina de Jesus e sua relação única com Deus Pai. No entanto, o conceito de “Filho de Deus” também aparece no Antigo Testamento, embora com um significado diferente. Neste glossário, exploraremos o uso dessa expressão no Antigo Testamento e sua evolução até o Novo Testamento.

A menção do “Filho de Deus” no Antigo Testamento

No Antigo Testamento, a expressão “Filho de Deus” é utilizada em diferentes contextos e com diferentes significados. Em alguns casos, ela é usada para se referir a pessoas ou grupos que têm uma relação especial com Deus, como os anjos, os reis e o povo de Israel. Por exemplo, no Salmo 2:7, o salmista declara: “Tu és meu Filho; eu hoje te gerei”. Nesse contexto, o “Filho de Deus” é entendido como o rei de Israel, que é escolhido e ungido por Deus para governar o povo.

O “Filho de Deus” como um título real

Em outros casos, a expressão “Filho de Deus” é usada como um título real, atribuído aos reis de Israel. Isso pode ser observado em textos como 2 Samuel 7:14, onde Deus promete a Davi: “Eu serei para ele um pai, e ele será para mim um filho”. Essa promessa é entendida como uma aliança entre Deus e a linhagem de Davi, na qual os futuros reis de Israel seriam considerados “Filhos de Deus”. Esse título real enfatiza a autoridade e a relação especial entre o rei e Deus.

O “Filho de Deus” como um ser celestial

Além disso, o Antigo Testamento também faz referência a seres celestiais que são chamados de “Filhos de Deus”. Esses seres são descritos como membros da corte celestial de Deus e são mencionados em textos como Jó 1:6 e Jó 38:7. Essa referência aos “Filhos de Deus” como seres celestiais sugere a existência de uma hierarquia divina e a presença de outros seres além de Deus.

A evolução do conceito de “Filho de Deus” no Novo Testamento

No Novo Testamento, o conceito de “Filho de Deus” adquire um significado mais profundo e abrangente com a vinda de Jesus Cristo. Ele é apresentado como o Filho de Deus de uma maneira única e especial, sendo gerado pelo Espírito Santo e nascido de uma virgem, Maria. Através de sua vida, morte e ressurreição, Jesus revela sua natureza divina e sua relação íntima com Deus Pai.

Jesus como o Filho de Deus encarnado

No Novo Testamento, Jesus é frequentemente chamado de “Filho de Deus” para enfatizar sua divindade e sua missão redentora. Ele é descrito como o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, revelando-nos o amor e a graça de Deus. Em João 3:16, por exemplo, é dito: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Essa passagem destaca a importância de Jesus como o Filho de Deus encarnado, que veio ao mundo para salvar a humanidade.

A relação entre Jesus e Deus Pai

A expressão “Filho de Deus” também é usada para descrever a relação especial entre Jesus e Deus Pai. Jesus é apresentado como o Filho eterno de Deus, que compartilha a mesma natureza divina e está em perfeita comunhão com o Pai. Em João 10:30, Jesus declara: “Eu e o Pai somos um”. Essa união entre Jesus e Deus Pai é fundamental para a compreensão da doutrina da Trindade e da divindade de Jesus.

A filiação divina dos cristãos

No Novo Testamento, a filiação divina não se limita apenas a Jesus, mas também é estendida aos cristãos. Através da fé em Jesus Cristo, os crentes se tornam filhos de Deus e herdeiros do Reino dos céus. Em João 1:12, é dito: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome”. Essa filiação divina é um privilégio concedido aos seguidores de Jesus e reflete a relação de amor e intimidade que Deus deseja ter com seus filhos.

O “Filho de Deus” como um título messiânico

No contexto judaico, a expressão “Filho de Deus” também era associada ao Messias, o enviado de Deus que traria a salvação e o cumprimento das promessas divinas. Em textos como Daniel 7:13-14, o Messias é descrito como alguém que recebe autoridade, glória e um reino eterno de Deus. Essa associação entre o “Filho de Deus” e o Messias é fundamental para a compreensão da identidade e missão de Jesus como o Cristo.

Conclusão

Em resumo, o conceito de “Filho de Deus” tem uma rica história e significado tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento. No Antigo Testamento, a expressão é usada para se referir a reis, seres celestiais e o povo de Israel, destacando relações especiais com Deus. No Novo Testamento, Jesus é apresentado como o Filho de Deus de uma maneira única e especial, revelando sua natureza divina e sua missão redentora. Além disso, a filiação divina é estendida aos cristãos, que se tornam filhos de Deus através da fé em Jesus. Portanto, o termo “Filho de Deus” é essencial para compreender a identidade e a relação entre Jesus e Deus Pai, bem como a filiação divina dos seguidores de Jesus.